Atendente da Unidade sugeriu à mãe que ela pegasse um táxi. O bebê nasceu em casa e não resistiu.
Na madrugada de hoje (19), a moradora do bairro da Levada, Jardilane Maria do Carmo, passou momentos de aflição. A jovem de apenas 19 anos, grávida do terceiro filho, começou a sentir contrações e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas o que deveria ser uma chamada de rotina se transformou em um pesadelo para a mãe.
Durante entrevista à Rádio Gazeta, a irmã de Jardilane informou que o Samu não prestou socorro à gestante alegando no momento da ocorrência que não tinha nenhum motorista para conduzir o veículo da Unidade Móvel. Ainda segundo a irmã da vítima, uma viatura da polícia passava pelo local e um dos oficiais fez nova ligação para o Samu se identificando e relatando a situação de urgência, contudo, a atendente do Samu recomendou que a vítima pegasse um táxi. Sensibilizados com a situação da mãe e do bebê, os policiais teriam então acionado o Corpo de Bombeiros.
Porém, Jardilane teria iniciado trabalho de parto por volta das meia-noite e, devido ao impasse criado pelo Samu, os bombeiros só teriam sido acionados bem depois, chegando à casa de gestante por voltas das 3h e, por esta razão, a tragédia foi inevitável. Jardilane não conseguiu esperar chegar ao hospital e o bebê - de apenas 32 semanas - acabou nascendo em casa. Prematuro, o bebê não resistiu e veio a óbito.
A mãe foi encaminhada para a Unidade de Saúde Paulo Neto e neste momento passa por procedimento cirúrgico para fazer curetagem. Ainda segundo a irmã da vítima, Jardilane está inconsolável. Este é o segundo bebê que ela perde.
Os fatos foram confirmados pela guarnição da Polícia Militar que prestou socorro à parturiente.
O Samu, por meio de seu diretor, Carlos Adriano Silva dos Santos, atribuiu o incidente ao crescimento da cidade. De acordo com ele a recomendação dos órgão de saúde é de que exista uma viatura móvel para cada 250 mil pessoas. "A capital alagoana possui sete unidades, número por pessoas maior do que o recomendado", disse Adriano. O diretor falou ainda sobre os critérios de atendimento do órgão. “O critério utilizado hoje é o de tempo/resposta, por isso as atividades são descentralizadas. Levamos o Samu para a periferia com o intuito de agilizar o atendimento, em outros casos o médico de plantão é quem define" relatou Adriano.
Sobre o fato específico de Jardilane, o diretor disse se tratar de um caso isolado e que vai se inteirar com maior detalhes do que aconteceu para, só então, se pronunciar.
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