Mais de 150 policiais civis,
militares e agentes penitenciários foram
mobilizados desde o início da
tarde do domingo (15), no Complexo Penitenciário Advogado Antonio
Jacinto Filho (Compajaf) durante rebelião registrada na unidade
penitenciária.
Cerca de 470 internos se
rebelaram e tomaram as instalações do Compajaf, localizado no bairro
Santa Maria, em Aracaju (SE). Durante a madrugada, o clima continuou tenso e
sem acordo. Neste momento, os rebelados ocupam as coberturas dos
pavilhões tentando conversar com os familiares que estão pedindo o fim
da rebelião.
Três agentes foram feitos
reféns durante a rebelião, que aconteceu durante a visita de um dos
pavilhões da unidade prisional. A ação rápida dos policiais e agentes do
Departamento do Sistema Penitenciário do Estado de Sergipe (Desipe), e
dos próprios agentes de disciplina da unidade, evitou que outros
colaboradores fossem rendidos pelos presos.
A partir daí, um força-tarefa
com a participação efetiva das polícias Civil e Militar iniciou a
negociação para evitar desdobramentos durante a rebelião. Uma comissão
composta pelo secretário de Justiça e de Defesa ao Consumidor, Benedito
Figueiredo, o secretário de Segurança Púbica, João Eloy de Menezes, o
juiz Hélio Mesquita e o promotor José Cláudio, ambos da Vara de
Execuções Penais; além de representantes da PM e Defensoria Pública
negociaram com os internos.
De acordo com o negociador de
crise da Polícia Militar de Sergipe, capitão Marcos Carvalho, não houve
avanços nas negociações porque as exigência não foram cedidas. Todos os
476 internos estão rebelados e os 128 visitantes continuam no interior
do presídio, bem como três agentes que permanecem reféns.
Uma comissão formada por um
grupo que está à frente da revolta, se reuniu com a cúpula de
gerenciamento de crises da Secretaria da Segurança Pública, formada pelo
capitão Marcos Carvalho, do Núcleo de Gerenciamento de Crises da
Polícia Militar, o secretário da Justiça de Sergipe, Benedito Figueiredo
e o promotor da 7ª vara criminal, Luiz Claudio Almeida Santos, desde a
noite do domingo até a madrugada da segunda, mas nenhuma informação
sobre a conversa foi divulgada . Apesar do encontro, o clima continua
tenso no local e a rebelião segue.
Durante as negociações os
presos revelaram que estavam cansados das sessões de tortura que ocorrem
no interior do complexo. Eles informaram que iriam entregar uma lista
com nomes dos envolvidos nos maus tratos. Além disso, pediram que a
direção do presídio fosse mudada e que houvesse mais respeito com as
mulheres nos dias de visita.
Durante algumas horas os
internos se utilizaram de materiais metálicos e madeira para destruir
parte das instalações internas do presídio. Depois de terem tomado
basicamente todas as áreas internas do Compajaf, os presos passaram suas
principais exigências, que foram entregues ao capitão da Policia
Militar, Marcos Carvalho, especializado em gerenciamento de crises.
Colaboradores e servidores da
Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc) passaram informações para
parentes dos internos, que se reuniram na frente da unidade prisional
para acompanhar o desfecho da rebelião.

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