Visando a diminuição dos
casos de dengue, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) reuniu, nesta
segunda-feira (23), técnicos e gestores de 45 municípios em epidemia ou
risco de surto da doença. O encontro, que aconteceu na Escola Técnica de
Saúde Valéria Hora, teve como objetivo discutir o reforço das ações de
combate e da assistência médica aos pacientes infectados. A reunião
também teve o objetivo de sensibilizar as administrações municipais
quanto à gravidade do problema. Somente este ano, foram 4.505
notificações da enfermidade – em 2011, foram 4.425 nesse mesmo período. A
forma grave foi a que mais apresentou crescimento, passando de 88 para
153 casos na comparação entre os dois anos.
Diante dos números, o
secretário da Saúde, Alexandre Toledo, pediu mais vigilância por parte
das cidades. “A dengue está em todos os lugares e é importante que os
gestores participem e se envolvam. Todos devem ficar atentos. A presença
dos técnicos aqui hoje é fundamental, pois são eles que levam essa
questão aos gestores e à população como um todo”, disse.
As medidas a serem adotadas
para combater o crescimento da doença foram abordadas pela técnica pela
Vigilância e Controle da Dengue da Sesau, Isolda Wanderley. Segundo ela,
algumas recomendações a serem seguidas são a garantia de equipes
qualificadas, da capacidade de atendimento na atenção básica e da
previsão de medicamentos e leitos.
Além disso, também é
necessário realizar levantamentos de infestação predial, notificar e
investigar os casos e óbitos suspeitos, coletar amostras de sangue para
exames específicos, intensificar a coleta de lixo e a limpeza de
terrenos baldios e realizar a drenagem de rios e córregos, entre outras.
Já na área de gestão é fundamental garantir o quadro de profissionais e
os uniformes.
“As pessoas acham que vão
resolver o problema com o carro fumacê. Não adianta utilizá-lo, se não
existir ações de controle. Esse é um trabalho complementar ao trabalho
de campo”, explicou Isolda.
Ela ainda destacou que 67
cidades estão em alerta ou risco de surto de dengue e apenas 25 têm
índices satisfatórios – outras oito, porém, não estão notificando os
casos. São considerados epidêmicos Arapiraca, Belém, Canapi, Dois
Riachos, Jacaré dos Homens, Lagoa da Canoa, Limoeiro de Anadia, Major
Isidoro, Maragogi, Murici, Novo Lino, Palmeira dos Índios, Santana do
Ipanema e Senador Rui Palmeira. A superintendente de Vigilância em Saúde
da Sesau, Sandra Canuto, ressaltou a importância de compartilhar essas
informações. “É importante que isso chegue aos gestores, que têm poder
de decisão.
Os municípios devem se
empenhar na prevenção e organizar sua assistência. O Estado está
ajudando, mas, se não trabalharmos a prevenção, não vamos melhorar esses
números”. De acordo com o secretário de Saúde de Novo Lino, Carlos
Souza, a administração municipal já vem realizando atividades para
diminuir a incidência da doença. “Temos um projeto nas escolas onde uma
vez por semana os alunos recolhem três pequenos criadouros do mosquito,
como tampas e cascas de ovo, para realizar trabalhos. O projeto tem
duração de três meses e esperemos recolher mais de 100 mil criadouros”,
afirmou.
Durante o evento, o
superintendente de Atenção à Saúde, Sival Clemente, falou também sobre
definição do fluxo das atenções primária, secundária e terciária. Já o
médico Celso Tavares abordou o diagnóstico e manejo da dengue e a
diretora do Laboratório Central de Alagoas (Lacen), Telma Pinheiro,
apresentou as propostas de implantação do monitoramento dos vírus.
Além dos municípios
epidêmicos, participam da reunião representantes da Barra de São Miguel,
Cacimbinhas, Campo Alegre, Coité do Nóia, Coqueiro Seco, Feliz Deserto,
Girau do Ponciano, Igreja Nova, Inhapi, Jaramataia, Jequiá, Maceió,
Maravilha, Marechal Deodoro, Monteirópolis, Olivença, Ouro Branco,
Palestina, Penedo, Piaçabuçu, Poço das Trincheiras, Porto Calvo,
Roteiro, São José da Tapera, São Miguel dos Campos, São Sebastião,
Tanque D’Arca e Teotônio Vilela.


Nenhum comentário:
Postar um comentário