Menino de quatro anos sofre abuso sexual em Arapiraca (AL)



Um menor de apenas quatro anos, identificado apenas pela inicial "M", foi vítima de abusos sexuais na Zona Rural de Arapiraca. Segundo informação enviada à redação ele estava, juntamente com a mãe, no Centro de Referência Integrada de Arapiraca (CRIA) para realização de exames médicos.
O médico dermatologista, Daniel França, teve conhecimento do caso ainda na quinta-feira (26), quando a mãe do menor, cuja identidade não foi divulgada, esteve no 5º Centro de Saúde. "Como ele precisava fazer um exame para comprovar a lesão, chamado de teste de ácido acético, o qual deu positivo", explicou.
O menor está infectado pela doença Condiloma, que é caracterizada pela presença de verrugas. "Trata-se de um vírus do HPV que, no caso dele, provocou a Condiloma", revelou.
Ele confirmou à reportagem que o menor mostrou-se assustado no momento do exame, acompanhado pela mãe e por uma psicóloga do Conselho Tutelar de Arapiraca. "Ele pensou que seria violentado durante o exame. Na região anal as lesões são vizíveis", observou.

RELATOS

Após o exame, segundo o médico, o menor chegou a relatar para ele e mais alguns profissionais da CRIA, com riqueza de detalhes, como aconteceram os abusos que teriam acontecido na residência do pai que é separado da mãe. "Ela disse que o filho passa alguns dias na casa do pai que não seria, de acordo com a própria criança, o responsável pela violência sexual", revelou.
De acordo com a denúncia enviada à redação por uma servidora da CRIA, que não quis ser identificada, o menor teria relatado que chegou a ser amarrado a um pé de mamão e violentado pelo agressor.
O Portal de notícias não conseguiu localizar o endereço e demais dados sobre a mãe e o pai da criança. Segundo o presidente do Conselho Tutelar de Arapiraca, José Barbosa Filho, as agressões aconteciam na Zona Rural de Arapiraca, sem especificar qual seria a localidade.
O caso ainda está sendo apurado pelos conselheiros tutelares da cidade. "Neste sábado nós deveremos ir até o local para averiguar as denúncias feitas pelo próprio menor. Vamos conversar com familiares e vizinhos para, só então, discutir o caso em colegiado e depois encaminhar a denúncia à Justiça que deverá acionar a polícia em seguida", explicou o conselheiro.
Ainda de acordo com José Barbosa, o menor foi levado ainda na quinta-feira para o Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, onde foi realizado o exame de conjunção carnal e foi comprovada a conjunção carnal.

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