O pastor Jonas Bispo Pereira, gerente
executivo da Convenção Batista Alagoana (CBAL), vem sendo homenageado
desde o dia 14 de abril pela passagem do seu 70º ano de vida, 38 deles
dedicados à obra de evangelização como ministro da Palavra. Obreiro
aprovado, como é reconhecido no meio batista, sua história é de um homem
temente a Deus desde a sua mocidade, quando trabalhava como ajudante de
caminhão e servente de pedreiro.
Nascido de família
humilde no interior baiano, o jovem Jonas Bispo, aos 20 anos, veio a
Alagoas trabalhando como ajudante do caminhão que trouxe a mudança do
pastor José Guedes dos Santos, que em 1962 chegava da Bahia para assumir
o pastorado da Igreja Batista do Farol. Convidado, resolveu morar em
Maceió e alguns anos depois se transformou em pastor evangélico, doutor
em divindade e bacharel em direito.
– Se tivesse voltado para a
Bahia, talvez ainda fosse ajudante de caminhão ou de pedreiro, como o
meu irmão gêmeo. Mas Deus tinha planos diferentes para mim, como tem
para a vida de cada ser humano! Atendi ao convite do pastor Guedes,
fiquei nesta terra maravilhosa; fui trabalhar no Colégio Batista em
serviços gerais. Lá, tomei gosto pelos estudos e concluí o 2° grau –
recorda o pastor.
Apesar do pouco estudo
que tinha, o jovem Jonas Bispo era crente e gostava de evangelizar,
atividade que exerceu em algumas localidades alagoanas antes de ser
pastor. Ele tinha consciência de que a glória pertence àqueles que têm
um trabalho especial para honrar o nome do Senhor Jesus. Em 1969 foi
encaminhado pela Igreja Batista em Palmeira dos Índios
ao Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, no Recife/PE;
concluiu o Curso de Teologia no ano de 1974. Seu primeiro pastorado foi
exercido na Igreja Batista do Pinheiro, no mesmo ano em que se formou.
Assumiu, também em 1974, a diretoria do Colégio Batista, tendo
permanecido no cargo por 25 anos. No Inicio foi muito difícil. O Colégio
tinha apenas 180 alunos, no ano seguinte matriculou 500 alunos. Em
1979, o diretor foi convidado a dar tempo integral. Em 1977 foi cursar
Direito no Cesmac; concluiu em 1982. No mesmo período, em 1979, fez o
curso de Doutor em Divindade na Faculdade de Teologia Filadélfia, no
Recife/PE.
Serviços prestados
O gerente executivo da CBAL tem uma enorme folha de serviços prestados ao campo batista alagoano. Foi presidente da Convenção em várias ocasiões, presidente do Conselho e da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, Seccional Alagoas. Pastoreou muitas igrejas no Estado, entre elas, além da IB do Pinheiro, a PIB de Palmeira dos Índios, a IB de Arapiraca, IB de Bebedouro e PIB do Vergel.
Aos 70 anos, exerce a função
de gerente executivo da CBAL e de pastor interino da IB de Penedo. Tem
em seu currículo passagens pela Secretária Estadual de Educação, onde
desempenhou as funções de chefe de gabinete e de membro do Conselho de
Educação por dez anos. Da Câmara de Vereadores, recebeu o título de
Cidadão Honorário de Maceió e a comenda Graciliano Ramos.
Manifestações de
reconhecimento ao trabalho do pastor Jonas são expressadas desde o dia
14 de abril de várias formas. Ele foi homenageado na IB do Farol, IB de
Penedo, IB de Ibateguara e IB da Pajuçara. Na segunda-feira, 23, 42
pastores e líderes de igrejas participaram de um café na CBAL em
homenagem ao seu executivo, chamado amavelmente pelo presidente da
Convenção, pastor Alcides Neto, de “obreiro aprovado”.
Mas esse título não foi
conferido apenas pelo presidente da CBAL. Em cada homenagem nas igrejas
ele foi comparado a um obreiro aprovado tal como o citado em At. 24.16,
“... que se apresenta diante de Deus e dos homens com a consciência
limpa”, o de 2 Tm. 2.15, “... não tendo do que se envergonhar, (...)
maneja bem a palavra da verdade” ou de Tg. 1.12 “... e sabe suportar com
perseverança a provação”.
A gratidão do pastor
Jonas em cada homenagem vinha seguida de uma frase que caracteriza bem
seu caráter de homem simples: “Eu não mereço tantas palavras dóceis dos
irmãos!” Agradeceu o privilégio de servir à CBAL e, nesta reportagem
para OJB, lembrou, também, à PIB de Palmeira dos Índios, igreja na qual
trabalhou em três momentos diferentes, que o recomendou ao seminário e lhe outorgou o título de Pastor Emérito.

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