Supostos PMs invadem residência e levam pagamento de vítima na Serra (ES)
Quatro homens que disseram ser do Serviço de Inteligência da Polícia Militar invadiram uma residência no bairro Central Carapina, na Serra (ES). De acordo com a dona da casa, o grupo revirou a casa e levou dinheiro.
Um adolescente de 14 anos estava sozinho em casa. De acordo com o menino, ele foi abordado no portão de casa e ficou ajoelhado na calçada, enquanto dois homens entraram e vasculharam tudo. A mãe do jovem disse que estava no trabalho quando recebeu o telefonema do filho.
Ao chegar em casa, a mulher se deparou com a casa toda revirada. O adolescente contou que homens se identificaram como policiais e afirmaram que tinham um mandado de busca. “Chegaram dois carros pretos com uns homens dentro, falaram que eram policiais e entraram dizendo que a minha casa estava sendo denunciada, que era ponto de tráfico de droga. Estavam com uma folha e disseram que na lista estavam o meu nome e os nomes dos meus filhos”, disse a mulher que não quis se identificar.
O menino disse ainda que o grupo vasculhou tudo e levou o pagamento da mulher, que estava no guarda-roupa. A cuidadora de idosos disse que não sabe se sua casa foi invadida por bandidos ou policiais.
“A gente é trabalhador e chega em casa e não encontra o pagamento que deixou. A casa está bagunçada, meu filho está desesperado. Um menino de 14 anos foi colocado no chão e botaram arma em cima dele. Levaram todo o meu pagamento do mês. Chegaram com carteira, mostrando que são policiais. Pelo que me disseram, algumas pessoas já viram esses homens dizendo que são da polícia e entrando em outras residências”, comentou a mulher.
A dona da residência procurou a polícia. “Fui até a delegacia que fica perto do terminal e disseram que não tinha mandado nenhum para minha casa. Fui na de Novo Horizonte e o rapaz falou que tenho que levar meu filho lá hoje, mas ele tem medo de chegar lá e, se foi polícia, os próprios policiais fazerem alguma coisa com ele. A gente é família de bem, nós somos trabalhadores. Eu e meu marido trabalhamos para criar nossos filhos e ter nossa dignidade”, afirmou.
Mesmo sem entender o que aconteceu, a cuidadora pretende mudar de endereço. “Não por causa do bairro porque moro aqui há 30 anos e nunca tive problema com ninguém, mas porque quem fez isso, vai querer fazer de novo. E as nossas vidas? E as crianças? Tenho crianças menores de idade. É muita revolta”, disse a vítima.
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