Um policial militar de
Alagoas foi preso acusado de matar e
ocultar o corpo do médico Maviel Menezes de Almeida, de 52 anos,
assassinado com 17 facadas dentro da sua residência, na cidade de
Palmares (PE). O médico era homossexual e integrante de família
tradicional. Sua mãe é ex-prefeita e o pai ex-deputado estadual. O
brutal assassinato chocou a população do interior pernambucano.
Segundo o laudo da perícia, o
médico foi assassinado na sua cama, teve o corpo envolto em lençóis e
tapetes e foi abandonado embaixo de uma ponte na PE-96, em Barreiros,
sendo encontrado dois dias após o assassinato. Quando a perícia foi
autorizada a entrar na casa do médico, encontrou-a totalmente limpa e
organizada. Os peritos precisaram utilizar o reagente luminol para
determinar a dinâmica do crime.
Já o veículo do médico foi
encontrado no distrito de Nossa Senhora do Ó, em Ipojuca, com várias
manchas de sangue. Ainda segundo a polícia pernambucana, o médico teria
sido assassinado por alguém conhecido, uma vez que não havia sinais de
arrombamento e as motivações seriam questões passionais ou roubo.
Ontem, a Polícia Civil
cumpriu mandado de prisão em desfavor de Antonio Augustinho Alves Muniz
Filho, conhecido como Augustinho, que seria amigo pessoal do médico. O
militar de Alagoas foi preso na companhia de um primo na sua cidade
natal, Água Preta (PE). O delegado Franklin Soriano comandou a operação e
colheu o depoimento do militar. No interior do veículo onde a dupla
estava, um Polo, a polícia afirma ter encontrado uma trouxinha de
maconha, que a polícia investiga se pertencia ao policial ou ao seu
primo.
Na página de um site de
relacionamentos é possível constatar a relação estreita entre a vítima e
o militar. São encontradas várias fotos, nas mais variadas situações.

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