O embaixador dos Estados
Unidos na Líbia, J. Christopher Stevens, e três funcionários também
americanos morreram no ataque ao consulado do país em Benghazi, na
Líbia, disseram
autoridades locais.
"O embaixador e três
funcionários morreram no ataque", afirmou o vice-ministro líbio do
Interior, Wanis al-Sharef. A morte de Stevens foi confirmada por um
tweet do vice-premiê líbio Mustafah Abu Shagur, e também por testemunhas
americanas no local.
Na noite de terça-feira, manifestantes armados atacaram o consulado e lançaram
foguetes contra o edifício, informaram fontes líbias, que em um
primeiro momento informaram a morte de um americano e outro ferido.
Os manifestantes protestavam contra um filme considerado ofensivo para o islã.
Os demais funcionários foram retirados do local.
Segundo o porta-voz da Alta Comissão de Segurança
do Ministério do Interior, Abdelmonoem al-Horr, as forças de segurança
tentaram controlar a situação quando foguetes RPG foram disparados
contra o consulado a partir de uma propriedade próxima.
"Dezenas de manifestantes atacaram o consulado e incendiaram o prédio", disse Omar, um morador de Benghazi, que escutou tiros em torno do edifício.
Outra testemunha confirmou os
disparos em torno do consulado e revelou que homens armados, incluindo
militantes salafistas, bloquearam as ruas que dão acesso ao prédio.
O ataque foi confirmado pela embaixada americana em Trípoli.
A Líbia enfrenta
instabilidade política desde a revolta popular que, no ano passado, com
apoio ocidental, derrubou e matou o ditador Muammar Kadhafi.
Cairo
Horas antes, no Cairo,
milhares de manifestantes, a maioria salafistas, protestaram diante da
embaixada dos Estados Unidos para denunciar um filme "anti-islâmico"
realizado por cristãos coptas residentes nos Estados Unidos.
Os manifestantes arrancaram a
bandeira dos Estados Unidos e em seu lugar colocaram uma imensa
bandeira negra com a frase: "não há mais Deus que Deus e Maomé é o seu
profeta".

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